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domingo, 27 de outubro de 2013

Esportivas em São Tomé das Letras

São Tomé das Letras é o paraíso dos boulder, por isso fomos lá fazer... esportivas! rs
Quer negativos com agarrões bem protegidos a cinco minutos a pé do centro da cidade, com cachoeiras a 15 minutos de carro? Este é o lugar!


Desde 2009 que eu não ia em São Tomé. Fomos na trip Eu, Gabi, Dime e Grazy. Galera muito alto astral. Rolou muita escalada com o contador do braço sempre diminuindo na velocidade máxima! E na hora do aperto, vale cada K-mon, cada grito de incentivo. Saíram algumas cadenas, outras ficaram para  volta. Para quem quiser conhecer, uma boa oportunidade é o 6 Festival de Boulder de São Tomé das Letras, que acontece dia 01, 02 e 03 de novembro.


Para ter uma idéia das vias e boulders, segue o croqui do local. No croqui tem os setores, pontos turísticos, indicações e curiosidades. Para saber como chegar e outras informações da cidade, indicações aqui.
E segue algumas fotos da trip, contendo os setores e vias:

Setor Guardião
 Gabi guiando pela primeira vez!




 Centrinho ali do lado!

 O dono do blog também escala!





 Teto do Guardião!





Setor Biquinha




E não é só a escalada que é de qualidade, as cachoeiras, grutas, comida e pessoal do local são muito bacanas. Segue algumas fotos da parte turística da viagem:

Gruta do Sobradinho






Véu de Noivas


Vale da Borboletas
Fisioterapia após a escalada!

Bons ventos!

Leia também: Baú, Camelo, Pedra Bonita 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pedra Bonita - Escalando a Lionel Terray

A Pedra Bonita faz jus ao nome. Escalar com o visual do Litoral Carioca e da Gávea não é para qualquer montanha.

 Visual da base da via

Meio que de surpresa eu, meu padrinho de pedra e de casamento Dime e meu primo Gustavo, que está começando sua vida vertical, fomos encarar a Lionel Terray - 3º IV E2 D2 (A1 VIIc) - 180 m, via que, como disse meu amigo Guilherme, tem uma carinha de alta montanha. Ela tem diedros, aderências, artificiais e caminhadas no meio da montanha, sendo um clássico do Rio.
Pegamos a trilha que sai da rampa de voo livre e caminhamos até a beirada de um caminho de água. Eu estou acostumado a sempre ir de sandália para todas as vias, mas como esta caminhada é mais longa, peguei um tênis velho. Resultado: Vaca! As pedras do lado do riacho são bem escorregadias, mas o tombo só rendeu risadas até a base. "Agora que já vaquei, posso ir tranquilo que na via não vaco mais!!!".
Foi bacana que no caminho encontramos um membro de um grupo que estava na frente ajudando um senhor que estava perdido e passou a noite na mata. Muito bom ver a solidariedade que geralmente é marca da galera da escalada.
Continuamos caminhando, encontramos um membro do grupo quase no trepa-pedra. Avisamos que encontramos o rapaz retornando até a rampa e começamos a subir. Como eles eram cinco, decidiram que ia subir em uma corada de 3 e o outro membro esperaria o rapaz (desculpem, não lembro os nomes) voltar. A trilha a partir daí é um trepa-mato bem íngreme até a base. Chegamos lá e esperamos o outro grupo entrar na via enquanto descansávamos. Os dois que ficaram para trás chegaram e cedemos a vez, afinal eles chegaram antes.
E então começa a via. Estávamos pesados, mesmo levando só o essencial: kit guia feliz + móveis + estribos + bastante água. O peso dá uma dificultada, mas o primeiro diedro é bem tranquilo e bacana. Guiei até a primeira parada e puxei os outros dois. 


Vista da P1

Fizemos a caminhada para esquerda e guiei até a árvore, um lance antes da P2. Até aí tudo tranquilo, mas o artificial estava chegando. A idéia era guiar até a parada dupla logo antes dos artificiais e dali o Dime assumia, mas o cansaço + o cagaço pegaram. 

 Logo depois da primeira caminhada, com o Imperador tímido

 Mais um lance de escalada, agora puxa a galera!

Gustavo chegando na cam... parada

 Dime também

 Platô, doce platô!

Logo antes da parada, os friends estavam dando uma mão amiga. Eu fui pegar uma costura e perdi o pé, achei que tinha encaixado a costura no rack mas... fiuuuuuuuuuuuu, caiu! Ficou presa em uma árvore. Esta parte eu tinha que ter filmado, pois o Dime efetuou uma verdadeira pescaria e salvou a costurinha!!! Puxei o Gustavo e o Dime até ali. E o Imperador só olhando. Nesta hora vi uma cordada vindo lá embaixo na trilha.
Não estamos acostumados  a fazer artificial, mas utilizando fé, grampo, fitas laçadoras, muita força de vontade e passadas na aderência (se o seu psicológico é fraco, Dime, o meu apanha de café forte! rs) passamos os lances, não sem atrasar o Renatão que vinha acompanhado do Claudionor Cavalcante e rapidinho alcançou a gente. Deixei eles de castigo no platô pela nossa demora! rs.

Dime batendo papo com o Imperador!!!

Gustavo no penúltimo esticão e o sol rachando!!!

E acaba a bateria da câmera. A partir de agora, fotos do celular!!!

 Imperador espiando!

Daí pra frente foi mais tranquilo! (Para mim, afinal o Dime que estava guiando! rs). Mais uma caminhada, escaladinha e no final um lance de aderência. Seg de corpo para lembrar os velhos tempos. No final, um visual  irado. Valeu a pena o sol, (que nos pegou no meio da parede por volta das 11:00h) o suor, a adrena. Escalar uma via como essa com amigos numa vibe muito boa e muitas risadas não tem preço.






Bons ventos!

Leia também: Baú, Cabeça do Dragão, Picú

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aderências na Couto Fernandes - Laranjeiras.


Algumas semanas atrás o Pedro Bugim mandou para lista da FEMERJ informações sobre um point que abriram em Laranjeiras com vias curtas em aderência. Na segunda do ferido do Papa eu, Evandro, Davi e Gabi fomos conhecer o point. Acesso muito fácil, (da para dar seg do banco de trás do carro, Rapha! rs) vias bem protegidas, vias fáceis de aderência para treinar. Muito bacana.
Ficam algumas fotos (quase todas da Gabi, mas são metade minhas por direito! rs) e o e-mail do Pedro Bugim:

"Bom dia pessoal!
 
Eu, Ernane "Tufo" Wermelinger e Alex Pinheiro (com colaboração de Eduardo Moreira na segunda investida e Luiz Vulcanis na terceira), conquistamos 11 vias e uma variante numa parede localizada na rua Couto Fernandes, Laranjeiras, bem próxima das vias da face Oeste do Dona Marta. A parede em si, por ficar parcialmente escondida por uma mureta de contenção e da vegetação de base, acaba passando despercebida... Mas fizemos uma exploração no local e nos impressionamos com o potencial do lugar, para vias relativamente curtas, formando um ótimo campo escola.
 
Em geral, são vias em aderência, mas algumas possuem boas passadas atléticas (bem verticais, em regletes e agarras) e até mesmo em móvel (tem uma via com sua metade inferior inteiramente protegida em friends, numa ótima fenda contínua).
 
A maior via possui 90 metros, sendo a única com mais de uma enfiada. Todas as outras ficam entre 20 e 60 metros, sempre protegidas por grampos em aço carbono de 1/2 (exceto as passadas em móvel, claro) num padrão E1 / E2 (com apenas uma via E3) e suas graduações variam de 3° a 7°b.
 
Croquis das vias:
http://www.grupounicad.com.br/pedro/Croqui_Couto_Fernandes.jpg
 
Traçado das vias da primeira investida, na parede:
http://www.grupounicad.com.br/pedro/Parede_Couto_Fernandes.jpg
 
Agradecimentos aos companheiros de conquista e ao CEB, clube que cedeu as proteções utilizadas e para o qual as vias foram doadas.
 
Forte abraço e ótimas escaladas!
 
Pedro Bugim"



 Dono do blog achando que escala!
 E achando que guia! 5 grau de aderência tem adicional de +3!
 Que veia forte!

 Mas fotogênica!
 Isso é aderência! Olha as marcas de mão aberta!
 Fácil acesso, algumas vias são na calçada!
 Primeiro lance é o boulder do murinho!
 Nesta foto tem um Wally! It's a trap!